segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Resenha "Eu, meu pai e os meus outros amores"

Há poucos dias recebi um livro que mudou minha forma de pensar em diversas coisas.
Um livro que encanta, emociona e...
Bem, estou muito empolgado. Vamos logo à resenha de "Eu, meu pai e os meus outros amores", da querida amiga Lilian Reis.



Existem livros que, do início ao fim, nos lembram uma música específica. “Eu, meu pai e os meus outros amores” não foi diferente.
Enquanto eu lia, a cada página que passava, me lembrava da Legião Urbana e de seus “Pais e Filhos” (8). 

Pois o que Lilian Reis me mostrou foi um romance simples, progressivo e lindo. MUITO Lindo.
Jade era uma garota feliz. Passava a maior parte de seus dias com sua mãe, seu padrasto e sua melhor amiga, Melissa. Mas era assombrada por seu passado. Assombrada pelas lembranças de seu pai, um homem ausente, que vivia numa pacata cidade no campo. Com Bernardo, Jade dividia sentimentos de amor e ódio, que nem ela mesma sabia explicar.
A vida da garota muda quando, num trágico acidente, perde sua mãe e seu padrasto. E é quando seu pai decide se aproximar, e força Jade a se mudar com ele para a pacata cidade, de onde Jade quer fugir a todo o custo.
Como na música.
Quero colo. Vou fugir de casa... (8)
Mas, conforme o tempo vai passando, Jade sofre mudanças que nem mesmo ela reconhece. Sua vida muda a cada dia na fazenda de seu pai, na companhia de Isolda, sua solícita madrasta, e dos filhos de Isolda, o tímido Duke e o “Gato do Fred” (palavras dela. Por favor, não achem que o blogueiro aqui virou gay xD).
E, descobrindo amores que sempre soubera que existiam, mas que estavam tão longe que era como se não existissem, Jade se descobre uma nova mulher.
Mas, como dizem por aí... “O livro é bom.... mas... seria uma pena se alguém morresse”.
Opa, opa, eu não vou contar mais nada. Só dou uma dica: Leiam. Chorem. Riam. Amem seus pais.
Você culpa seus pais por tudo. Isso é um absurdo! (8)

Análise pessoal:
Lilian Reis é verdadeiramente uma caixinha de surpresas. Com um romance original, mas que pode acontecer conosco, se bobearmos. Uma história que nos mostra que...
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. (8)
...a vida é cheia de surpresas, boas e más, que podem mudar uma pessoa, também para o bem ou mal.
Lilian Reis é simples, sucinta e rápida. Nos dá a chance de ler o livro em poucas horas, com seu dinamismos e seu olhar especial com relação ao mundo.
Um livro que nos faz viver com os personagens, e nos dá saudade quando eles partem, nos deixando com um gostinho de “Quero Mais”. E sim. EU QUERO MUITO MAIS.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Resenha Terras Metálicas - Renato Nonato



Há alguns dias terminei de ler um livro que mexeu comigo em cada uma de suas 615 páginas.
Confesso que demorei a entrar nA Esfera, uma grandiosa esfera de metal onde os homens se refugiaram após, depois de uma guerra, transformarem nosso mundo num caldeirão nuclear.
Na esfera cada pessoa é “implantada” após concluir o primeiro nível na Academia. Esse implante desperta na pessoa uma das cinco habilidades, e é bom conhecê-las antes de entrar nas Terras Metálicas de Renato Nonato.
Antenas lêem mentes. Essa é a atividade mais rara na esfera, pois lá só há um antena vivo.
Bios mudam em seu corpo, desde a cor dos cabelos até o tamanho dos músculos num estilo Ninfadora Tonks.
Sibérios controlam e criam gelo e fogo
Exilados são as pessoas em que os chips não funcionam, ou seja, elas não desenvolvem nenhuma função em especial, e, ao meu ver, são como nós.
E Túneis movem coisas a partir de um túnel invisível.
Raquel Onero é uma Túnel. A menina estressada de quase treze anos foi uma das protagonistas mais verossímeis que já li. Ela reclama, ri e chora como uma adolescente normal, e eu me imaginava como um amigo quase íntimo dela.
Por falar em amigos, Raquel tem os mais fiéis que podem existir. Tales é um bio medroso. Camila, uma Túnel descolada, Isabela é uma sibério, e é neta do grande líder da esfera (confesso até a última página do livro eu desconfiei de sua amizade). Já o Ângelo, é um exilado (Spoiler: Não se engane com sua verdadeira função na estória. Eu me enganei, e me surpreendi no fim), e nada me tira da cabeça que ele e Raquel namorarão um dia.
Ah, sim! Esqueci dos tashis. Como o autor diz, um tashi é “uma pequena esfera, um pouco maior que as extintas bolas de tênis... com um visor côncavo capaz de reproduxir imagens”. E os tashis têm MUITA personalidade. O meu preferido era justamente o Tashi (aqui usado como nome próprio) da Raquel, mas também adorei o medroso Nirvana, da Isabela.

Juntos, esses amigos descobrem um atraso no mainframe (uma das palavras “computadorizadas” que pesquisei no Google durante a leitura) da esfera, algo que pode acabar com o mundo conhecido por eles, caso não seja detido.
Em contrapartida, há a Facção, um grupo de revoltosos que são contra o poder soberano da Elite, a classe dominante desde a criação da Esfera.
Os amigos, além de tentarem descobrir mais sobre o atraso, ainda precisam conter a Facção de tomar o poder.
E, como se a estória única não bastasse, Renato Nonato nos presenteia com muitas doses de humor, aventura e perigo, que cativam o leitor em cada uma das páginas.
A Linguagem é coloquial e divertida, os diálogos são verdadeiros e cheios de informações futurísticas, passadas com sutileza e nos fazendo torcer, por exemplo, para um dia termos realmente roupas que se desamarrotam com um toque, e pílulas de refeição práticas, que substituem os alimentos.
Aliás, essa substituição de alimentos é tão grande, que o ato de mastigar uma gelatina, por exemplo, se torna um trabalho árduo, contado com humor por uma das personagens.
O livro nos faz diversas críticas ao uso indiscriminado de armamentos nucleares, e Renato Nonato nos mostra o que um dia pode acontecer com a humanidade. E isso na romântica hipótese de alguém um dia construir uma Esfera, ou melhor: Uma Terra Metálica para abrigar a nossa espécie. Algo que, aliás, me lembra a frase de C. S. Lewis: “Oremos para que a raça humana jamais escape da Terra para espalhar a sua iniquidade em outros lugares.” 
Para terminar, gostaria de dizer que Renato Nonato me presenteou com um dos melhores livros que eu já li ( e isso é um elogio e tanto).
Aplaudo de pé Terras Metálicas, e fico ansioso pela continuação.



Tales                                                                                   Ângelo




Gostaria de fechar a resenha dizendo que o autor concordou em realizar uma entrevista para o blog em breve.
Bem, essa foi a resenha, pessoal.
Abraços a todos.
Kaio Rodrigues

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