Mostrando postagens com marcador novos talentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador novos talentos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Resenha "Eu, meu pai e os meus outros amores"

Há poucos dias recebi um livro que mudou minha forma de pensar em diversas coisas.
Um livro que encanta, emociona e...
Bem, estou muito empolgado. Vamos logo à resenha de "Eu, meu pai e os meus outros amores", da querida amiga Lilian Reis.



Existem livros que, do início ao fim, nos lembram uma música específica. “Eu, meu pai e os meus outros amores” não foi diferente.
Enquanto eu lia, a cada página que passava, me lembrava da Legião Urbana e de seus “Pais e Filhos” (8). 

Pois o que Lilian Reis me mostrou foi um romance simples, progressivo e lindo. MUITO Lindo.
Jade era uma garota feliz. Passava a maior parte de seus dias com sua mãe, seu padrasto e sua melhor amiga, Melissa. Mas era assombrada por seu passado. Assombrada pelas lembranças de seu pai, um homem ausente, que vivia numa pacata cidade no campo. Com Bernardo, Jade dividia sentimentos de amor e ódio, que nem ela mesma sabia explicar.
A vida da garota muda quando, num trágico acidente, perde sua mãe e seu padrasto. E é quando seu pai decide se aproximar, e força Jade a se mudar com ele para a pacata cidade, de onde Jade quer fugir a todo o custo.
Como na música.
Quero colo. Vou fugir de casa... (8)
Mas, conforme o tempo vai passando, Jade sofre mudanças que nem mesmo ela reconhece. Sua vida muda a cada dia na fazenda de seu pai, na companhia de Isolda, sua solícita madrasta, e dos filhos de Isolda, o tímido Duke e o “Gato do Fred” (palavras dela. Por favor, não achem que o blogueiro aqui virou gay xD).
E, descobrindo amores que sempre soubera que existiam, mas que estavam tão longe que era como se não existissem, Jade se descobre uma nova mulher.
Mas, como dizem por aí... “O livro é bom.... mas... seria uma pena se alguém morresse”.
Opa, opa, eu não vou contar mais nada. Só dou uma dica: Leiam. Chorem. Riam. Amem seus pais.
Você culpa seus pais por tudo. Isso é um absurdo! (8)

Análise pessoal:
Lilian Reis é verdadeiramente uma caixinha de surpresas. Com um romance original, mas que pode acontecer conosco, se bobearmos. Uma história que nos mostra que...
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. (8)
...a vida é cheia de surpresas, boas e más, que podem mudar uma pessoa, também para o bem ou mal.
Lilian Reis é simples, sucinta e rápida. Nos dá a chance de ler o livro em poucas horas, com seu dinamismos e seu olhar especial com relação ao mundo.
Um livro que nos faz viver com os personagens, e nos dá saudade quando eles partem, nos deixando com um gostinho de “Quero Mais”. E sim. EU QUERO MUITO MAIS.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Resenha Terras Metálicas - Renato Nonato



Há alguns dias terminei de ler um livro que mexeu comigo em cada uma de suas 615 páginas.
Confesso que demorei a entrar nA Esfera, uma grandiosa esfera de metal onde os homens se refugiaram após, depois de uma guerra, transformarem nosso mundo num caldeirão nuclear.
Na esfera cada pessoa é “implantada” após concluir o primeiro nível na Academia. Esse implante desperta na pessoa uma das cinco habilidades, e é bom conhecê-las antes de entrar nas Terras Metálicas de Renato Nonato.
Antenas lêem mentes. Essa é a atividade mais rara na esfera, pois lá só há um antena vivo.
Bios mudam em seu corpo, desde a cor dos cabelos até o tamanho dos músculos num estilo Ninfadora Tonks.
Sibérios controlam e criam gelo e fogo
Exilados são as pessoas em que os chips não funcionam, ou seja, elas não desenvolvem nenhuma função em especial, e, ao meu ver, são como nós.
E Túneis movem coisas a partir de um túnel invisível.
Raquel Onero é uma Túnel. A menina estressada de quase treze anos foi uma das protagonistas mais verossímeis que já li. Ela reclama, ri e chora como uma adolescente normal, e eu me imaginava como um amigo quase íntimo dela.
Por falar em amigos, Raquel tem os mais fiéis que podem existir. Tales é um bio medroso. Camila, uma Túnel descolada, Isabela é uma sibério, e é neta do grande líder da esfera (confesso até a última página do livro eu desconfiei de sua amizade). Já o Ângelo, é um exilado (Spoiler: Não se engane com sua verdadeira função na estória. Eu me enganei, e me surpreendi no fim), e nada me tira da cabeça que ele e Raquel namorarão um dia.
Ah, sim! Esqueci dos tashis. Como o autor diz, um tashi é “uma pequena esfera, um pouco maior que as extintas bolas de tênis... com um visor côncavo capaz de reproduxir imagens”. E os tashis têm MUITA personalidade. O meu preferido era justamente o Tashi (aqui usado como nome próprio) da Raquel, mas também adorei o medroso Nirvana, da Isabela.

Juntos, esses amigos descobrem um atraso no mainframe (uma das palavras “computadorizadas” que pesquisei no Google durante a leitura) da esfera, algo que pode acabar com o mundo conhecido por eles, caso não seja detido.
Em contrapartida, há a Facção, um grupo de revoltosos que são contra o poder soberano da Elite, a classe dominante desde a criação da Esfera.
Os amigos, além de tentarem descobrir mais sobre o atraso, ainda precisam conter a Facção de tomar o poder.
E, como se a estória única não bastasse, Renato Nonato nos presenteia com muitas doses de humor, aventura e perigo, que cativam o leitor em cada uma das páginas.
A Linguagem é coloquial e divertida, os diálogos são verdadeiros e cheios de informações futurísticas, passadas com sutileza e nos fazendo torcer, por exemplo, para um dia termos realmente roupas que se desamarrotam com um toque, e pílulas de refeição práticas, que substituem os alimentos.
Aliás, essa substituição de alimentos é tão grande, que o ato de mastigar uma gelatina, por exemplo, se torna um trabalho árduo, contado com humor por uma das personagens.
O livro nos faz diversas críticas ao uso indiscriminado de armamentos nucleares, e Renato Nonato nos mostra o que um dia pode acontecer com a humanidade. E isso na romântica hipótese de alguém um dia construir uma Esfera, ou melhor: Uma Terra Metálica para abrigar a nossa espécie. Algo que, aliás, me lembra a frase de C. S. Lewis: “Oremos para que a raça humana jamais escape da Terra para espalhar a sua iniquidade em outros lugares.” 
Para terminar, gostaria de dizer que Renato Nonato me presenteou com um dos melhores livros que eu já li ( e isso é um elogio e tanto).
Aplaudo de pé Terras Metálicas, e fico ansioso pela continuação.



Tales                                                                                   Ângelo




Gostaria de fechar a resenha dizendo que o autor concordou em realizar uma entrevista para o blog em breve.
Bem, essa foi a resenha, pessoal.
Abraços a todos.
Kaio Rodrigues

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Resenha 90 anos antes – Marcia Abreu.


Confesso que fiquei com um pé atrás ao ler um pouco sobre o livro. Não me culpem, afinal, existe um numero demasiado de livros sobre vampiros, e, muitos deles, são completamente Clichês.
Mas, assim como disse na resenha de Adeus à Humanidade, o livro supera qualquer expectativa que possamos ter, não se aproximando em nada da coisa do “Vampiro adolescente e brilhante”.
Eis a sinopse do livro, postada no Skoob:
“Em 90 Anos Antes, primeiro livro da Série Renascer, David Andrews conta toda sua vida, desde a sua transformação de um simples mortal para um vampiro, até os dias atuais, dias estes marcados pelo reencontro com Elise. David se apaixona por Elizabeth Evans, uma vampira, que encontrou na floresta. Apaixonados, iriam se casar, mas em 1901, quando um vingativo e inesperado desafeto de Elizabeth a reencontra, astuciosamente consegue atraí-la para a mesma floresta, matando-a, e queimando seu corpo. 90 anos de completa agonia se passaram na vida do imortal David Andrews. Vivendo em um total desinteresse por tudo e por todos, e se sentindo como um verdadeiro vampiro. Nem completamente vivo... E completamente morto! Até que, uma noite, por ironia do destino que lhe prega uma peça, coloca novamente Elizabeth em sua “vida”, reencarnada na pele de outra mulher, Elise. Leia mais: http://www.marciaabreu.com/”
Bom, vamos à resenha:
O livro consiste nas lembranças do que vem ocorrido há 90 anos na vida de David Andrews, que as conta à Srtª Andrews.
Quando, após um acidente, David Andrews está às beiras da morte, é transformado em vampiro por Adam, um vampiro que, diferente da maioria deles, não caça humanos, vivendo do sangue de animais.
Vivendo anos com um vazio no peito, David se liberta ao encontrar “A garota da floresta”, Elizabeth Evans, uma vampira recém transformada, que sofre por sentir-se um monstro.  Os dois se apaixonam perdidamente, e planejam se casar, fato que é impedido em suas vésperas por antigos desafetos de Elizabeth, entre eles o sanguinário vampiro Oliver.
Com a morte de Elizabeth, David volta a viver sozinho, mesmo rodeado de pessoas. E, como o mesmo diz, passa a ser uma duna, arrastada pelo deserto da solidão. Isso até o destino colocá-lo frente a frente com Elise, uma jovem humana que parecia a reencarnação da própria Elizabeth. Talvez realmente fosse.
Ansiosa para tê-la, David se apressa um pouco, e assusta Elise, fato que ela conta no último capítulo do livro, narrado por ela.
90 anos antes é um livro claro, sem coisas desnecessárias ou fatos que não acrescentem em nada. A linguagem, jovem e coloquial, é muito bem usada para descrever os diversos momentos do livro.
A mistura de sentimentos também é muito marcada no livro, afinal, o personagem principal passa por tantos altos e baixos (coitado) que é quase impossível não ter pena dele. Por falar nisso, diversas vezes xinguei em meu íntimo a autora, por expor tanto ele.
E ainda somos apresentados a muitos mistérios: Quem é a Srtª Andrews que aparece logo na primeira página, e que precisa tomar uma decisão? Qual é o segredo do Livro Vermelho que Elizabeth esconde antes de sua morte (a autora já me adiantou que só saberemos isso no último livro)? E, o maior mistério de todos: Elizabeth realmente reencarnou em Elise, ou tudo não passou de uma defesa da mente de David?
Portanto, se você espera um livro parado, calmo e até mesmo repetitivo, você NÃO deve ler 90 Anos antes. Agora, se você espera um livro emocionante, repleto de sentimentos, com linguagem jovem e coloquial...
 Marcia Abreu pode mostrá-lo a isso a cada página.

Resenha: Kaio Rodrigues

Assista ao Book Trailer:

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Entrevista Marcia Rubim


Lembro-me bem da primeira vez que vi Marcia. Perturbei-a muito para que ela fosse à um encontro que participo semanalmente chamado O clube de Geografia; Ela entrou na sala onde eu estava com outros jovens, e perguntou: “Quem é o Kaio”. Eu levantei a mão, e ela disse: “Eu sou Marcia Rubim”. E foi quando ela sorriu para mim, e eu retribuí, que vi: Eu precisava saber mais sobre ela.
E é por isso (e por uma série de outros fatores, como simpatia, inteligência, carisma e principalmente talento), que a terceira entrevista que realizo no blog é com ela: Marcia Rubim.
Marcia Rubim é odontóloga e pós-graduada em odontogeriatria pela UFF, Niterói/RJ, sua cidade natal.  Dotada de múltiplos talentos no campo artístico — como a pintura, o desenho e o canto —, sempre adorou ler romances e histórias sobrenaturais. A paixão pela escrita veio mais tarde, e tornou-se um verdadeiro vício.
Adeus à Humanidade é o primeiro livro de uma série que Marcia deseja colocar na cabeceira de todos os amantes de uma boa leitura pelo mundo afora.
Na entrevista que deu ao Dia de Leitor, Marcia falou sobre seu livro, seu vampiro, sua carreira e, claro, seus fãs.


 * D. L. – Você certa vez disse que a primeira pessoa que leu seu livro ficou horas sem dormir pelo prazer de fazer isso. Antes de mostrá-lo, porém, teve medo de que as pessoas não gostassem dele?
Sim, claro. Acho que essa dúvida passa na cabeça de todo autor. E a primeira impressão, creio eu, é um passo muito importante, uma motivação para seguirmos adiante. Talvez, se essa pessoa não tivesse reagido tão positivamente ao livro, eu sequer cogitasse uma publicação. E a agradeço por isso, ou não estaria hoje tão realizada.

* D. L. – Quais foi o livro que mais gostou de ter lido, e qual a inspirou a escrever “Adeus à Humanidade”?
Nossa! Que pergunta difícil! [Rsrs] Sou eclética demais para livros e adoro tantos que nem saberia dizer qual mais gostei. Entretanto, o último que me tocou profundamente chama-se O Melhor de Mim, do Nicholas Sparks. A estória tem um enredo fantástico, dessas que passamos os dias subseqüentes sem conseguir tirá-lo da cabeça. Quanto ao livro que me inspirou a escrever Adeus à Humanidade, com certeza tem algo a ver com Crepúsculo, pela linguagem simples e direta. Entretanto, apesar de o tema “vampirismo” ser um ponto em comum entre as obras, o enredo de Adeus à Humanidade, a ambientação, o humor, o aspecto emotivo, sensualidade, etc, em nada se parece com a tão famosa saga. Penso que mesclei diversas influências para chegar a este denominador e fazer o diferencial.

* D. L. – Você, além de escritora, é também odontóloga. Qual a diferença entre essa Marcia Rubim e a Marcia Rubim escritora, que todos nós conhecemos?
Não sei se vejo muita diferença entre elas. Gosto de tudo o que faço. Não consigo trabalhar somente com intuitos financeiros, sendo assim, o retorno é sempre gratificante. Como diz sempre o meu marido, “Quando trabalhamos no que gostamos, estamos sempre de férias”, e eu concordo com ele. Sou uma pessoa com múltiplos hobbies, ligada às artes em geral, mas nada me torna diferente do que realmente sou. Todos nós somos múltiplos por dentro, apenas precisamos canalizar a direção certa para não nos ofuscarmos com a própria luz.

* D. L. – Além de “Quando a humanidade prevalece”, sequencia de seu primeiro livro, planeja alguma outra obra para o futuro?
Sim, claro. A sequência de Adeus à Humanidade não para por aí, trata-se de uma série de 4 livros. Em breve, lançarei também junto a outros (maravilhosos) autores um conto na coletânea intitulada Em Contos de Amor. E, por fim, estou iniciando uma nova obra (ainda sem título), e espero fazê-la com o mesmo carinho com o qual me dediquei a Adeus à Humanidade.

* D. L. – Se seu livro virasse um filme, como desejaria que fosse?
Minha nossa! Isso seria maravilhoso! Vivo recebendo votos para que isso realmente aconteça algum dia e até já imaginei diversos atores para compor os personagens. Muitos leitores, inclusive, sugeriram nomes, como por exemplo: Giovanna Lancellotti  ou Isabelle Drummond para fazer o papel da Stephanie, Marco Pigossi, Sidney Sampaio ou Carlos Casagrande ( embora o ache um pouco velho para aparentar 26 anos) para Richard, Chistine Fernandes ou Grazi Massafera para Ava, Rodrigo Hilbert para Luciano e Marina Ruy Barbosa encarnando Anne...Enfim, visualizá-los numa telona como se realmente existissem é surreal, uma emoção que desejaria muito sentir. Eles já habitam o imaginário de centenas de pessoas que leram o livro, daí a torná-los palpáveis... Quem sabe, não é mesmo? Não custa sonhar!
* D. L. – Seu livro, apesar de seguir padrões do gênero fantástico, é envolto em romances de tirar o fôlego, e em outros fatos que deixam o livro bastante verossímil. De onde surgiram as ideias para aproximar o livro do real?
Creio que da necessidade que eu mesma sentia ao ler livros de literatura fantástica. Como já mencionei anteriormente, sou eclética e gosto muito também de romance e suspense, algo que me deixou um tanto insatisfeita nas demais obras do gênero. Também queria muito trazer esse mundo fantástico para a nossa realidade brasileira, já que em muitos pontos não me identificava com questões comportamentais, linguísticas ou culturais dos personagens de obras internacionais. Acho muito importante isso, o fato de criar vínculos e mostrar que o Brasil tem uma identidade própria, um povo rico e cheio de adversidades. Não é incomum os leitores me abordarem, dizendo passaram situações semelhantes à da personagem. Muitos deles, inclusive, parabenizam-me por tornar o livro tão verossímil e riem demais com algumas cenas, cenas estas comuns àqueles que aqui habitam. Sendo assim, o retorno neste sentido me tem feito acreditar que estou no caminho certo.
* D. L. – Recentemente vi um blog intitulado “Fã clube Marcia Rubim”. Como lida com essa coisa de fãs?
Caramba! Isso foi tão inesperado que nem sei ainda o que dizer... É um carinho explícito dos leitores, tão emocionante que cheguei a chorar quando vi. Talvez seja essa a melhor parte de se tornar uma escritora. Ganhei diversos amigos, apelidos carinhosos, mensagens e demonstrações de afeto... e isso não tem preço! Na verdade, acho esse contato com os fãs enriquecedor e até nos ajuda a crescer, pois através deles percebemos os anseios, as críticas, etc. O autor que não interage com os leitores não sabe o quanto está perdendo.

* D. L. – Você faz parte de um grupo literário chamado “Entre linha e Letras”, que conta com mais sete escritoras. Como surgiu a ideia de criar esse grupo?
O que nos uniu foi a paixão pela literatura, afinidade, e o fato de percebermos que tínhamos o desejo em comum de tornar o Brasil um país de leitores. Acreditamos piamente que muitas pessoas levam o estigma errôneo de que não gostam de ler, simplesmente porque não entraram em contato com o gênero literário adequado à sua maneira de ser ou não receberam estímulo para tal. Fazemos um trabalho muito gratificante de oficinas de leitura, palestras em escolas públicas e particulares, com sorteios de livros e brindes (tudo isso sem patrocínio) e é impressionante o retorno positivo que temos recebido, especialmente dos alunos das escolas públicas. É a verdadeira prova de que se um projeto for levado a sério e feito de coração, o resultado virá, mesmo que ao longo do tempo. Tenho certeza de que nada nesta vida acontece por acaso, e é por isso que aproveito aqui para agradecer a cada uma dessas autoras maravilhosas (Carolina Estrella, Cris Motta, Fernanda Belém, Helena de Andrade, Lu Piras, Mallerey Cálgara e Monique Lavra) por tornar um ideal tão prazeroso!  Estar ao lado delas é tão divertido que acaba virando sempre uma festa!

* D. L. – Seu livro fala sobre vampiros, um tema que, como todos sabem, tem sido muito explorado atualmente. É claro que comparações sempre existem, mas não posso deixar de perguntar se alguma vez já foi “Recriminada” por isso.
Oh, sim. Não exatamente “recriminada”, mas é comum algumas pessoas quererem julgar o livro até mesmo antes de lê-lo, pensando ser apenas mais uma cópia de títulos famosos, apesar de em nada se parecerem. Existem leitores que preferem algo mais sangrento, ao invés de romance, e outros que confundem preceitos religiosos com fantasia, com medo de encontrar algo maléfico na obra. Apesar disso, estou ciente de que para qualquer autor é impossível agradar a todos. Se até mesmo Best Sellers receberam críticas, por que comigo seria diferente?  O bacana da literatura é justamente essa divergência de opiniões. Não dizem por aí que para cada pé existe um chinelo, mesmo que seja velho? Para cada pessoa existe um livro que marca a sua vida, e graças a Deus, muitas pessoas se identificaram com Adeus à Humanidade, e é isso o que realmente me importa.

*D. L. – Agora, portanto, tens a chance de defender seu vampiro. Ele não brilha, não é verdade? Fale um pouco sobre ele.
Não, ele não brilha (rsrs), muito pelo contrário. Aqueles que esperam encontrar em Richard um plágio de Edward Cullen se surpreenderão. Talvez, a única característica que os aproxime (além da condição de vampiros, é claro), seja que os dois não gostam de ser o que são, e, portanto, se recusem a matar as pessoas. Ainda assim, meu personagem não se alimenta de animais, como temos encontrado tão comumente nas estórias recentes; utiliza-se do banco de sangue para suprir suas necessidades. Richard é um personagem complexo. Não escolheu ser assim, e o fato de se julgar um monstro o levou a se tornar num médico obcecado pela cura dos humanos, como se nesse ato ele encontrasse algum perdão pelos pensamentos que o atormentam desde se transformara, contrariando a espécie. O problema é que essa cobrança chega a ser tamanha, a ponto de soá-lo insuportável, exigente, imediatista, metódico, explosivo e mascarar a infinita capacidade que ele tem de amar. Outro ponto importante é ressaltar que ele já era adulto quando virou vampiro à força, um médico e homem experiente, sendo assim, não haveria motivos para fazê-lo tão pudico. É um personagem que se entrega de corpo e alma a tudo que julga importante, tão intenso que é capaz das maiores loucuras pela pessoa que ama. E deve ser por isso que arrebatou tantas fãs. Só espero que a Stephanie não sinta ciúmes (rsrs)...
[Finalizando, gostaria de agradecer ao Kaio Rodrigues pela entrevista, que por sinal foi muito bem formulada. É sempre um prazer enorme fazer parte de um grupo de jovens tão bacana e interessado em literatura].
Entrevista feita por Kaio Rodrigues.
Marcia Rubim, fique sabendo que eu e os novos colunistas do Dia de Leitor ficamos muito honrados por tê-la como entrevistada. É um prazer enorme ter uma entrevista sua como o quadragésimo post do blog. =D =D :)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Entrevista - Fernanda Belém


 Fernanda e fã
Pessoal, quando abri a seção de entrevistas com autores não imaginei ser tão feliz nisso. Sinceramente, entrevistar escritoras tão simpáticas e gentis, e ser recebido dessa forma realmente é muito inspirador. Aguardem, portanto. Mais entrevistas logo virão, e algumas já estão até marcadas.
Resta-me, então, agradecer a você que está lendo este post, e apresentar a entrevistada de hoje. O Dia de Leitor se orgulha de  tê-lo por aqui.
Bem, deixando de lado tudo isso, vamos falar sobre Fernanda Belém, uma jovem escritora da Novo Século Editora, Formada em Jornalismo e Autora do romance “Louca por Você” (resenhas aqui). Simpática como sempre, Fernanda superou barreiras virtuais e respondeu à dez perguntas feitas pelo blog.


1.      D. L. - Gosto sempre de começar com essa pergunta: Quando surgiu a escritora Fernanda Belém?

F. B. – Acho que desde pequena existiu uma escritora em mim. Minha mãe foi a principal responsável por tudo isso. Ela sempre me apoiou, lia para mim quando eu era bem novinha e assim a literatura foi sendo cada vez mais encantadora para mim. Cresci apaixonada pelos livros. Sempre sonhava em escrever o meu livro. Mas foi somente com 26 anos que a coragem realmente apareceu e eu sentei para começar a contar a minha primeira história.


2.      D. L. – Não posso deixar de fazer essa pergunta: De onde surgiu a ideia de um “Reencontro amoroso” que muda a história da vida de uma pessoa? Inspirou-se em você mesma ou em outras pessoas?

F. B. – O Louca Por Você tem um pouco de mim e de muitas outras pessoas. Nunca sofri como a Renata (a protagonista), mas já vi muitas amigas e amigas de amigas passando por vários conflitos por conta de algum amor mal resolvido. Acho que isso faz parte do amadurecimento e cada um segue um caminho, faz uma escolha. Coloquei a Renata para sofrer bastante, para poder fazer com que muitas pessoas pudessem refletir melhor sobre erros e acertos. Deu certo. Desde que foi lançado, já recebi diversos e-mails de pessoas contando como se identificaram com a Renata e como estavam pensativas ao terminarem a leitura.


3.      D. l. Dizem que o romance é uma das áreas mais escritas hoje em dia. Alguma vez teve medo de abordar temas já tão usados, e parecer clichê?

F. B. – Não tive medo. Na verdade, o meu livro foge um pouco dos clichês. Ele não é um livro de mocinhas e mocinhos. É um livro mais realista, não é muito como um conto de fadas. A história pode até parecer como a de tantas outras, mas quem lê, diz que é bem diferente. Desperta diversos sentimentos por ser mais próxima do mundo real.


4.      D. L. – Por mais que tentemos, nós, escritores, jamais conseguimos deixar de deixar um pouco de nós na história, seja nos jeitos de um dos personagens ou na própria trama. Alguma vez, porém, você se obrigou a não ser tão pessoal com as aventuras ou desventuras de seus personagens?

F. B. – Sim. Para construir os personagens, me baseei em pessoas próximas ou até mesmo em mim. Mas isso, apenas na construção dos personagens. Depois do primeiro capítulo, cada um seguiu a sua própria história e sua própria personalidade. Até me surpreendi com isso quando estava escrevendo. Parece que deixamos de ser “o criador” e passamos apenas a contar o que aqueles personagens querem dizer ou fazer.

5.      D. L. – se pudesse voltar no tempo, mudaria algo na sua história ou a deixaria exatamente como está hoje?

F. B. – Deixaria exatamente como ela está. Algumas pessoas gostariam de um final diferente, mas aí deixaria de ter o propósito – pés no chão – e viraria um conto de fada. E não é isso que eu queria passar para os leitores. Sempre li muitos livros que mostram uma vida perfeita, tudo se resolve fácil e não é bem assim que as coisas acontecem. Ficava pensando nas pessoas que sofrem de amor – e não são poucas – e pensava: preciso escrever um livro para elas.
  
6.      D. L. – Seu livro foi lançado por uma das editoras que mais publica no momento. Quais foram as suas maiores dificuldades até chegar à Novo Século?

F. B. – A espera. Esperar por uma resposta, depois de ter o livro pronto é a coisa mais angustiante do mundo.  Já estava pronta para ouvir “não” de algumas e sabia que isso iria acontecer. Sempre leio diversos autores contando como não é fácil o caminho da publicação. Mas acredito que se a gente fizer um bom trabalho, conseguimos alcançar o nosso objetivo.

7.      D. L. – Você faz parte de um grupo literário que reúne outras ótimas escritoras. Como concilia isso, e como é a sua relação com elas?

F. B. – É MARAVILHOSA!! Sou muito feliz com esse grupo. Sabe quando você encontra pessoas que possuem uma afinidade enorme com você?! Foi isso que aconteceu. São todas queridas, cheias de sonhos, apaixonadas pela literatura e doidas para espalhar por todos os cantos do Brasil a paixão pelos livros. Sinto um prazer enorme quando estou com elas, nossas reuniões duram mais de 4, 5 horas, de tanto que conversamos. Além de companheiras literárias, são minhas grandes AMIGAS.
  
8.      D. l. -Dizem que há sempre um pouco de loucura no amor, mas que há sempre um pouco de razão na loucura. Você concorda?

F. B. – Com certeza. Quando a pessoa está apaixonada, ela sempre com os pés nas nuvens. A paixão faz as pessoas flutuarem e fogem um pouco da realidade. Mas isso não é ruim. Se acontecer na medida certa é gostoso. 

9.      D. L. – O que mudou na sua vida após a publicação de “Louca por Você?

F. B. – Conheci pessoas incríveis. Fiz amizades com blogueiras, escritoras, leitores... E, o principal, realizei o meu sonho de visitar escolas e divulgar o prazer de ler para diversos alunos.


10.  D. L.- Defina seu livro numa frase

F. B. – Que difícil! O Louca Por Você é um livro para todos aqueles que já tiveram um verdadeiro e grande amor.


 Sendo assim, pessoal, o Dia de Leitor agradece a visita, e, mais ainda, agradece a autora pela paciência e motivação.
Um dia de leitura à todos =D J J

 Entrevista feita por: Kaio Rodrigues

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sorteio escritor nacional



Sorteio do Livro :“Adolescente, alguém te entende” – Renata Martins



O objetivo da promoção entre os três blogs é divulgar um autor nacional, e ajudá-lo a tornar público e reconhecido o seu trabalho.
A qualidade do livro também é avaliada antes da promoção. Lembramos que a preocupação não é com o tamanho do livro, mas sim com a sua qualidade.
Regras:
O sorteio começa 15 de setembro e vai até 22 do mesmo mês. Via Sortei-me
Seguir os blogs envolvidos
Seguir as Fan Pages

Comentar nesse post  a resenha do livro com o seu nome, e, se possível, o perfil do Facebook, para ficar mais fácil encontrar o vencedor.
Compartilhar o link da promoção fixada na Fan Page
E boa Sorte!
Qualquer dúvida deixe-nos um recadinho. 
Beijos

Template by:

Free Blog Templates