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sexta-feira, 29 de março de 2013

Entrevista - Lilian Reis



E aí, galera, beleza? Prometi há algum tempo algumas entrevistas com autores de livros que resenhei.
Confesso que os atrasos nos últimos posts são de culpa inteiramente minha.
Mas vamos lá. É com orgulho que comunico que a entrevistada de hoje é ninguém menos que Lilian Reis, autora do livro “Eu, meu pai e os meus outros amores”, cuja resenha você encontra AQUI.
Em entrevista ao Blog, Lilian fala um pouco mais sobre a mulher que divide um corpo com uma incrível escritora, fala sobre um novo trabalho, que dará continuação à “Eu, meu pai...” e afirma que acredita em Anjos da Guarda.

1.      D. L. – Como surgiu a ideia do livro?

Surgiu da vontade de falar de amor. Não só amor homem/mulher, mas também o amor paterno, materno, fraterno e pelas coisas de um modo geral.

2.      D. L. – Qual a diferença entre a escritora e a mulher Lilian Reis?

Bem, como escritora eu posso ser quem eu quiser. Sonhar, inventar, viver em um mundo fictício, criar situações, ou seja, me permitir.
A mulher Lilian Reis é como outra qualquer sonha, mas nem sempre pode realizar seus desejos, vive em um mundo real que às vezes cruel, se criar alguma situação, tem de arcar com as consequências, e, nem sempre, pode se permitir. Lilian Reis vive num mundo real. Cuida de sua casa, família e tem de equilibrar seu tempo como qualquer outra mulher.


3.      D. L. – A emoção traduzida nas páginas do livro são muito fortes. Não posso deixar de perguntar: você tinha problemas com seus pais?

Rsrsrs. Todos me perguntam isso, mas não. Ao contrário de Jade, meus pais se amavam e presenciei isso até quando ela se foi. Meu pai é vivo graças a Deus. Nunca tive problema algum com ele. Mas, uma coisa posso dizer, meu pai é, sim, um herói. Faz de tudo por nós, suas filhas, até hoje. Ele tem 67 anos e é um homem forte e saudável.


4.      D. L. – Fred e Jade, os protagonistas da estória, possuem um amor profundo, uma paixão ardente que muda os dois a todo o momento. Você acredita que paixões assim existam fora da literatura?

Acredito que possam existir sim. Claro, quando se é jovem é diferente. Depois o amor torna-se maduro... Os relacionamentos tornam-se diferentes.


5.      D. L. – O medo da Jade quanto a sua primeira vez assombra-a em vários momentos. Que mensagem você daria para meninas que vivem a mesma situação?

 Acho que dei a Jade a resposta. A mensagem é esta: Não fazer amor por fazer, tem de ser no momento certo. Com um cara que valha a pena.

6.      Sitael é o anjo da guarda de Jade. De onde veio a ideia de misturar esse “Fenômeno Religioso” a uma estória de amor?

 Porque acredito que existam os Anjos da guarda.

7.      D. L. – É verdade que você escreverá um livro sobre o Duke (o irmão do protagonista de “Eu, meu pai e os meus outros amores”)?

Sim, na verdade não é somente sobre Duke. Ele terá mais voz na segunda história, com certeza, mas Jade ainda enfrentará dificuldades, ainda haverá conflitos, o relacionamento dela e de Fred passará por provações...


8.      D. L. – Que escritores te influenciaram na tarefa da escrita?

Inúmeros, vou citar um deles: Nickolas Sparks. Adoro a maneira como escreve, sempre abordando temas reais e possíveis de acontecer.


9.      D. L. – Como você vê a literatura nacional hoje?

Em ligeira ascensão. Acredito que está melhor do que alguns anos atrás. E a tendência a melhorar.


10.  D. L. – J. K. Rowling, a escritora de Harry Potter, foi diversas vezes renegada por editoras de seu país. Você teve medo de ser rejeitada também?
Acho que esse é o medo de todos os autores. Sim, claro.

11.  O que diferencia “Eu, meu pai e os meus outros amores” de outras histórias de amor?
Acredito que a simplicidade. O tema. Houve pessoas que acharam simples demais. E esta foi minha intenção. Escrever uma história simples, possível de acontecer, sem fantasias. Embora eu ame histórias complexas e ame fantasias. Queria uma história diferente das que leio ultimamente. Procurei retratar a vida de uma típica família de fazenda. Num cenário de belezas naturais onde não existem muitos recursos, mas que foi o lugar perfeito para o que pretendia.

12.  D. L. – uma mensagem para os leitores do blog.

Bem, em primeiro lugar agradeço a oportunidade de poder falar um pouco de mim e de meu livro. Acredito ser importante essa interação para que as pessoas conheçam um pouco da pessoa que criou aquela estória que leu e que talvez possa falar um pouco para ela. Espero realmente que as mensagens do livro sejam aproveitadas, pois ele, no fundo, nos deixa muitos aprendizados importantes. Para mim o maior, o perdão, mas tem muito, muito mais...
                                                                                          Beijos, Lilian Reis.
Entrevista: Kaio Rodrigues


Pessoal, adoro a Lilian, e isso não é segredo para ninguém. Receber um livro autografado, e, mais que isso, ter a honra de entrevistá-la, é um presente incrível. Só tenho que agradecê-la, e agradecer também a você que acompanha o blog.
O Dia de Leitor é de vocês.
Abraços Literários.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Entrevista Márcia Abreu




Quando adentramos um pouco mais na Literatura Nacional, conhecemos coisas e pessoas incríveis, e não é preciso procurar muito. Logo no início de minha busca, conheci uma pessoa incrível. Para ela, não bastou sair do anonimato escrevendo um único livro. Não. Marcia escreveu seis. Aí você dirá: “Poxa, Kaio, muitas pessoas escreveram mais de seis livros, o que ela tem de mais?”. Para essa pergunta, eu responderei: “Marcia criou seis livros em um único ano”. Isso mesmo, você não leu errado. E escreveu outros depois disso.
E, numa entrevista informal, a autora conta um pouco sobre essa aventura, e fala dos novos sucessos que Vêm por aí, e diz exclusivamente para o blog:
____________________________________________
“...além desses seis, já conto com mais dois do meu novo projeto, com o título – Série D'Ville. Pretendo lançar o primeiro ano que vem ***-***”
____________________________________________
Vamos lá?
         Dia de Leitor: - Gosto sempre de começar com essa pergunta: Quando nasceu a Escritora Marcia Abreu, e por quê?
         M. A.: - Obrigada pela entrevista, é um grande prazer estar aqui no Dia de Leitor ♥ rsrs. Surgiu com uma brincadeira, um passatempo, eu não tinha intenção de me tornar de fato uma escritora. Comecei a escrever por puro prazer. Tudo culpa de um amigo meu e de minhas filhas, que ficavam me incentivando.

         D. L.: - Como surgiu a ideia da série Renascer? Inspirou-se em na Saga Crepúsculo ou em outros livros aclamados pela Crítica?
         M. A.: - Bem, Renascer tem uma visão bem trabalhada da reencarnação com toques de romance e suspense que merecem ser observados como tal. Eu assim o fiz pelo pedido de minhas filhas. Depois de conversas e trocas de ideias, chegamos ao cerne da história que ficou uma série muito bem construída e recheada de entrelinhas. Nem de longe remete à Crepúsculo, exceto por ser uma série de vampiros.

         D. L.: - Certa vez, lendo um pouco sobre você, soube que se inspirava bastante nos típicos “Livros de Banca”. De que forma eles a influenciaram?
         M. A.: - Esta questão não está correta, nunca disse que me inspirava em livros de banca, o que disse foi que gosto de ler romances de banca tanto quanto gosto de livros psicografados. Eles nunca me influenciaram em nada, me dedico à literatura fantástica. Vem por ai Frendaws e os Guerreiros do Rei para mostrar isso. No entanto, há pouco tempo entrei em um projeto que segue a linha dos romances de época. Agora sim realmente estou escrevendo nessa linha. Porém, a Série Renascer e Frendaws são, de fato, romances fantásticos. São projetos completamente diferentes dos que estou escrevendo atualmente.

         D. L.: - Também lendo sobre você, espantei-me ao saber que escreveu seis livros num único ano. Como isso é possível? Jamais pensou em desistir? Não se enjoou? MEU DEUS, QUANTAS PERGUNTAS DE UMA SÓ Vez. Só eu mesmo hahaha.
         M. A.: - Rsrsrsrrs, Jamais pensei em desistir. Escrever é uma paixão da qual não abro mão em minha vida. Sim, escrevi toda a Série Renascer, com 4 livros, e escrevi dois livros da Série Frendaws em menos de um ano. “Frendaws e os Guerreiros do Rei” foi escrito em 15 dias. Agora uma novidade para você: além desses seis, já conto com mais dois do meu novo projeto, com o título – Série D'Ville. Pretendo lançar o primeiro ano que vem ***-***

         D. L.: - Quanto tempo demorou para escrever a série toda? E o primeiro livro?
         M.A.: - Escrevi toda a Série Renascer em quatro meses. Não tenho como dizer quanto tempo cada livro da série levou porque não seria uma série, era para ser um único livro. No entanto ficou grande demais, tomou uma dimensão que foi impossível não separar. O arquivo original tem quase 1000 paginas. Foi escrito todo de uma só vez e separado depois de pronto.

         D. L.: Demorou muito tempo para encontrar uma editora?
         M.A.: - Ah, sim, quase um ano perdida. Cheguei ao ponto de desistir de publicar meus livros. Coloquei em um site para autores independentes e deixei por lá. Foi quando minha querida agente literária (e talentosa escritora) me encontrou.

         D. L.: - Como seu fã, Marcia, atrevo-me a perguntar o que todos os fãs da série Renascer se perguntam ao ler o livro: Qual é o segredo do livro vermelho de Elizabeth, e quem é a Srtª Andrews?
         M.A.: - Rrsrsrsr Não conto nem sob tortura ***-*** Bem, posso dizer que a Srta. Andrews é uma pessoa muito especial para David. Assim como no primeiro livro, ela aparece nos outros somente no início e no fim. Em todos os livros da série ele está apenas contando sua vida para ela. Somente no último é que ele termina e voltamos para o ano de 2011, na realidade atual dos personagens. É nessa ocasião que todos vão saber quem é a Srta. Andrews. Quanto ao livro vermelho de Elizabeth, rsrrsrs, posso dizer que vai emocionar muita gente assim que ele aparecer no terceiro livro. Contudo, esse fato já ressurge no segundo livro da série. David, muito empolgado com Elise Reily, compra para ela um livro idêntico ao de Elizabeth. Éonde ela escreve suas próprias impressões da vida com ele. Quem leu 90 Anos Antes percebeu que o último capítulo é contado por ela, escrito no livro que ela ganhou de David Tanto que o capítulo começa com uma página inteira escrito:
“Para Srta. Reily – Eternamente - Sr. Andrews – Ano de 1991”
Esse é o livro vermelho da Elise Reily. Coisa que vai causar certa confusão quando o livro de Elizabeth for encontrado.

         D. L.: - Confesso que algumas vezes senti raiva pelo David sofrer tanto ao longo do livro 90 Anos Antes. Nós, fãs, podemos esperar felicidade no futuro do rapaz?
         M.A.: - Rsrsrsr Claro que sim, não sou tão malvada *-* O que acontece é que ele sofreu muito mesmo, no passado. A vida eterna, para ele que tem o dom de reconhecer as pessoas que ama sem mesmo as verver, não foi fácil. Ele não sofre mais nos dias atuais, o leitor vai perceber, nos próximos livros, que ele está apenas contando sua vida à Srta. Andrews para que ela entenda as consequências da decisão que tomou. Na verdade, ele quer que ela desista e acha que, passando para ela tudo o que viveu, ela vai recue na decisão já tomada. Quem leu 90 Anos Antes sabe que o livro começa no ano de 2011, aonde ele inicia sua história, desde quando foi transformado, em 1861.

         D. L.: - É impossível não notar questões religiosas em seu livro, principalmente no que diz respeito à reencarnação (aliás, a própria série se chama Renascer). Inspirou-se propositalmente em questões religiosas ou elas surgiram durante o processo de criação da obra?
         M.A.: - Então, de fato me inspirei na questão da reencarnação. Desde o início, quando imaginei como seria a vida do David, já imaginei dessa forma. Queria realmente falar sobre o assunto.

         D. L.: - Digo mais uma vez neste blog (confirme isso clicando aqui) que vampiros “São sempre alvos de críticas”. O que o SEU vampiro possui que o torna especial ou diferente? Fenda-o.
         M.A.: - Primeiro, ele é meu... rsrsrs E, claro, como mãe sou obrigada a dizer que não há outro melhor **-** E como eu já disse, Renascer tem uma visão bem trabalhada da reencarnação, com toques de romance e suspense. E o diferencial é isso, é uma série baseada na morte e reencarnação da personagem. Que fala sobre o amor incondicional de David por Elise.

         D. L.: - Por último, deixe uma mensagem para seus leitores, ou para aqueles que ainda se tornarão leitores:
         M.A.: - Bem, a mensagem que posso deixar é: muito obrigada por todo esse carinho do blog Dia de Leitor. E ao meu querido Kaio Rodrigues, uma pessoa extraordinária (e talentoso que só ele), deixar o meu mais profundo agradecimento! Aos queridos leitores; espero que gostem dos meus vampiros e dos Guerreiros do Rei. Frendaws está com o lançamento previsto para Janeiro.


Bom, pessoal, essa foi a entrevista. Espero que tenham se divertindo como eu, ao escrever as perguntas, e como a Márcia, ao respondê-las. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Entrevista Marcia Rubim


Lembro-me bem da primeira vez que vi Marcia. Perturbei-a muito para que ela fosse à um encontro que participo semanalmente chamado O clube de Geografia; Ela entrou na sala onde eu estava com outros jovens, e perguntou: “Quem é o Kaio”. Eu levantei a mão, e ela disse: “Eu sou Marcia Rubim”. E foi quando ela sorriu para mim, e eu retribuí, que vi: Eu precisava saber mais sobre ela.
E é por isso (e por uma série de outros fatores, como simpatia, inteligência, carisma e principalmente talento), que a terceira entrevista que realizo no blog é com ela: Marcia Rubim.
Marcia Rubim é odontóloga e pós-graduada em odontogeriatria pela UFF, Niterói/RJ, sua cidade natal.  Dotada de múltiplos talentos no campo artístico — como a pintura, o desenho e o canto —, sempre adorou ler romances e histórias sobrenaturais. A paixão pela escrita veio mais tarde, e tornou-se um verdadeiro vício.
Adeus à Humanidade é o primeiro livro de uma série que Marcia deseja colocar na cabeceira de todos os amantes de uma boa leitura pelo mundo afora.
Na entrevista que deu ao Dia de Leitor, Marcia falou sobre seu livro, seu vampiro, sua carreira e, claro, seus fãs.


 * D. L. – Você certa vez disse que a primeira pessoa que leu seu livro ficou horas sem dormir pelo prazer de fazer isso. Antes de mostrá-lo, porém, teve medo de que as pessoas não gostassem dele?
Sim, claro. Acho que essa dúvida passa na cabeça de todo autor. E a primeira impressão, creio eu, é um passo muito importante, uma motivação para seguirmos adiante. Talvez, se essa pessoa não tivesse reagido tão positivamente ao livro, eu sequer cogitasse uma publicação. E a agradeço por isso, ou não estaria hoje tão realizada.

* D. L. – Quais foi o livro que mais gostou de ter lido, e qual a inspirou a escrever “Adeus à Humanidade”?
Nossa! Que pergunta difícil! [Rsrs] Sou eclética demais para livros e adoro tantos que nem saberia dizer qual mais gostei. Entretanto, o último que me tocou profundamente chama-se O Melhor de Mim, do Nicholas Sparks. A estória tem um enredo fantástico, dessas que passamos os dias subseqüentes sem conseguir tirá-lo da cabeça. Quanto ao livro que me inspirou a escrever Adeus à Humanidade, com certeza tem algo a ver com Crepúsculo, pela linguagem simples e direta. Entretanto, apesar de o tema “vampirismo” ser um ponto em comum entre as obras, o enredo de Adeus à Humanidade, a ambientação, o humor, o aspecto emotivo, sensualidade, etc, em nada se parece com a tão famosa saga. Penso que mesclei diversas influências para chegar a este denominador e fazer o diferencial.

* D. L. – Você, além de escritora, é também odontóloga. Qual a diferença entre essa Marcia Rubim e a Marcia Rubim escritora, que todos nós conhecemos?
Não sei se vejo muita diferença entre elas. Gosto de tudo o que faço. Não consigo trabalhar somente com intuitos financeiros, sendo assim, o retorno é sempre gratificante. Como diz sempre o meu marido, “Quando trabalhamos no que gostamos, estamos sempre de férias”, e eu concordo com ele. Sou uma pessoa com múltiplos hobbies, ligada às artes em geral, mas nada me torna diferente do que realmente sou. Todos nós somos múltiplos por dentro, apenas precisamos canalizar a direção certa para não nos ofuscarmos com a própria luz.

* D. L. – Além de “Quando a humanidade prevalece”, sequencia de seu primeiro livro, planeja alguma outra obra para o futuro?
Sim, claro. A sequência de Adeus à Humanidade não para por aí, trata-se de uma série de 4 livros. Em breve, lançarei também junto a outros (maravilhosos) autores um conto na coletânea intitulada Em Contos de Amor. E, por fim, estou iniciando uma nova obra (ainda sem título), e espero fazê-la com o mesmo carinho com o qual me dediquei a Adeus à Humanidade.

* D. L. – Se seu livro virasse um filme, como desejaria que fosse?
Minha nossa! Isso seria maravilhoso! Vivo recebendo votos para que isso realmente aconteça algum dia e até já imaginei diversos atores para compor os personagens. Muitos leitores, inclusive, sugeriram nomes, como por exemplo: Giovanna Lancellotti  ou Isabelle Drummond para fazer o papel da Stephanie, Marco Pigossi, Sidney Sampaio ou Carlos Casagrande ( embora o ache um pouco velho para aparentar 26 anos) para Richard, Chistine Fernandes ou Grazi Massafera para Ava, Rodrigo Hilbert para Luciano e Marina Ruy Barbosa encarnando Anne...Enfim, visualizá-los numa telona como se realmente existissem é surreal, uma emoção que desejaria muito sentir. Eles já habitam o imaginário de centenas de pessoas que leram o livro, daí a torná-los palpáveis... Quem sabe, não é mesmo? Não custa sonhar!
* D. L. – Seu livro, apesar de seguir padrões do gênero fantástico, é envolto em romances de tirar o fôlego, e em outros fatos que deixam o livro bastante verossímil. De onde surgiram as ideias para aproximar o livro do real?
Creio que da necessidade que eu mesma sentia ao ler livros de literatura fantástica. Como já mencionei anteriormente, sou eclética e gosto muito também de romance e suspense, algo que me deixou um tanto insatisfeita nas demais obras do gênero. Também queria muito trazer esse mundo fantástico para a nossa realidade brasileira, já que em muitos pontos não me identificava com questões comportamentais, linguísticas ou culturais dos personagens de obras internacionais. Acho muito importante isso, o fato de criar vínculos e mostrar que o Brasil tem uma identidade própria, um povo rico e cheio de adversidades. Não é incomum os leitores me abordarem, dizendo passaram situações semelhantes à da personagem. Muitos deles, inclusive, parabenizam-me por tornar o livro tão verossímil e riem demais com algumas cenas, cenas estas comuns àqueles que aqui habitam. Sendo assim, o retorno neste sentido me tem feito acreditar que estou no caminho certo.
* D. L. – Recentemente vi um blog intitulado “Fã clube Marcia Rubim”. Como lida com essa coisa de fãs?
Caramba! Isso foi tão inesperado que nem sei ainda o que dizer... É um carinho explícito dos leitores, tão emocionante que cheguei a chorar quando vi. Talvez seja essa a melhor parte de se tornar uma escritora. Ganhei diversos amigos, apelidos carinhosos, mensagens e demonstrações de afeto... e isso não tem preço! Na verdade, acho esse contato com os fãs enriquecedor e até nos ajuda a crescer, pois através deles percebemos os anseios, as críticas, etc. O autor que não interage com os leitores não sabe o quanto está perdendo.

* D. L. – Você faz parte de um grupo literário chamado “Entre linha e Letras”, que conta com mais sete escritoras. Como surgiu a ideia de criar esse grupo?
O que nos uniu foi a paixão pela literatura, afinidade, e o fato de percebermos que tínhamos o desejo em comum de tornar o Brasil um país de leitores. Acreditamos piamente que muitas pessoas levam o estigma errôneo de que não gostam de ler, simplesmente porque não entraram em contato com o gênero literário adequado à sua maneira de ser ou não receberam estímulo para tal. Fazemos um trabalho muito gratificante de oficinas de leitura, palestras em escolas públicas e particulares, com sorteios de livros e brindes (tudo isso sem patrocínio) e é impressionante o retorno positivo que temos recebido, especialmente dos alunos das escolas públicas. É a verdadeira prova de que se um projeto for levado a sério e feito de coração, o resultado virá, mesmo que ao longo do tempo. Tenho certeza de que nada nesta vida acontece por acaso, e é por isso que aproveito aqui para agradecer a cada uma dessas autoras maravilhosas (Carolina Estrella, Cris Motta, Fernanda Belém, Helena de Andrade, Lu Piras, Mallerey Cálgara e Monique Lavra) por tornar um ideal tão prazeroso!  Estar ao lado delas é tão divertido que acaba virando sempre uma festa!

* D. L. – Seu livro fala sobre vampiros, um tema que, como todos sabem, tem sido muito explorado atualmente. É claro que comparações sempre existem, mas não posso deixar de perguntar se alguma vez já foi “Recriminada” por isso.
Oh, sim. Não exatamente “recriminada”, mas é comum algumas pessoas quererem julgar o livro até mesmo antes de lê-lo, pensando ser apenas mais uma cópia de títulos famosos, apesar de em nada se parecerem. Existem leitores que preferem algo mais sangrento, ao invés de romance, e outros que confundem preceitos religiosos com fantasia, com medo de encontrar algo maléfico na obra. Apesar disso, estou ciente de que para qualquer autor é impossível agradar a todos. Se até mesmo Best Sellers receberam críticas, por que comigo seria diferente?  O bacana da literatura é justamente essa divergência de opiniões. Não dizem por aí que para cada pé existe um chinelo, mesmo que seja velho? Para cada pessoa existe um livro que marca a sua vida, e graças a Deus, muitas pessoas se identificaram com Adeus à Humanidade, e é isso o que realmente me importa.

*D. L. – Agora, portanto, tens a chance de defender seu vampiro. Ele não brilha, não é verdade? Fale um pouco sobre ele.
Não, ele não brilha (rsrs), muito pelo contrário. Aqueles que esperam encontrar em Richard um plágio de Edward Cullen se surpreenderão. Talvez, a única característica que os aproxime (além da condição de vampiros, é claro), seja que os dois não gostam de ser o que são, e, portanto, se recusem a matar as pessoas. Ainda assim, meu personagem não se alimenta de animais, como temos encontrado tão comumente nas estórias recentes; utiliza-se do banco de sangue para suprir suas necessidades. Richard é um personagem complexo. Não escolheu ser assim, e o fato de se julgar um monstro o levou a se tornar num médico obcecado pela cura dos humanos, como se nesse ato ele encontrasse algum perdão pelos pensamentos que o atormentam desde se transformara, contrariando a espécie. O problema é que essa cobrança chega a ser tamanha, a ponto de soá-lo insuportável, exigente, imediatista, metódico, explosivo e mascarar a infinita capacidade que ele tem de amar. Outro ponto importante é ressaltar que ele já era adulto quando virou vampiro à força, um médico e homem experiente, sendo assim, não haveria motivos para fazê-lo tão pudico. É um personagem que se entrega de corpo e alma a tudo que julga importante, tão intenso que é capaz das maiores loucuras pela pessoa que ama. E deve ser por isso que arrebatou tantas fãs. Só espero que a Stephanie não sinta ciúmes (rsrs)...
[Finalizando, gostaria de agradecer ao Kaio Rodrigues pela entrevista, que por sinal foi muito bem formulada. É sempre um prazer enorme fazer parte de um grupo de jovens tão bacana e interessado em literatura].
Entrevista feita por Kaio Rodrigues.
Marcia Rubim, fique sabendo que eu e os novos colunistas do Dia de Leitor ficamos muito honrados por tê-la como entrevistada. É um prazer enorme ter uma entrevista sua como o quadragésimo post do blog. =D =D :)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Entrevista - Fernanda Belém


 Fernanda e fã
Pessoal, quando abri a seção de entrevistas com autores não imaginei ser tão feliz nisso. Sinceramente, entrevistar escritoras tão simpáticas e gentis, e ser recebido dessa forma realmente é muito inspirador. Aguardem, portanto. Mais entrevistas logo virão, e algumas já estão até marcadas.
Resta-me, então, agradecer a você que está lendo este post, e apresentar a entrevistada de hoje. O Dia de Leitor se orgulha de  tê-lo por aqui.
Bem, deixando de lado tudo isso, vamos falar sobre Fernanda Belém, uma jovem escritora da Novo Século Editora, Formada em Jornalismo e Autora do romance “Louca por Você” (resenhas aqui). Simpática como sempre, Fernanda superou barreiras virtuais e respondeu à dez perguntas feitas pelo blog.


1.      D. L. - Gosto sempre de começar com essa pergunta: Quando surgiu a escritora Fernanda Belém?

F. B. – Acho que desde pequena existiu uma escritora em mim. Minha mãe foi a principal responsável por tudo isso. Ela sempre me apoiou, lia para mim quando eu era bem novinha e assim a literatura foi sendo cada vez mais encantadora para mim. Cresci apaixonada pelos livros. Sempre sonhava em escrever o meu livro. Mas foi somente com 26 anos que a coragem realmente apareceu e eu sentei para começar a contar a minha primeira história.


2.      D. L. – Não posso deixar de fazer essa pergunta: De onde surgiu a ideia de um “Reencontro amoroso” que muda a história da vida de uma pessoa? Inspirou-se em você mesma ou em outras pessoas?

F. B. – O Louca Por Você tem um pouco de mim e de muitas outras pessoas. Nunca sofri como a Renata (a protagonista), mas já vi muitas amigas e amigas de amigas passando por vários conflitos por conta de algum amor mal resolvido. Acho que isso faz parte do amadurecimento e cada um segue um caminho, faz uma escolha. Coloquei a Renata para sofrer bastante, para poder fazer com que muitas pessoas pudessem refletir melhor sobre erros e acertos. Deu certo. Desde que foi lançado, já recebi diversos e-mails de pessoas contando como se identificaram com a Renata e como estavam pensativas ao terminarem a leitura.


3.      D. l. Dizem que o romance é uma das áreas mais escritas hoje em dia. Alguma vez teve medo de abordar temas já tão usados, e parecer clichê?

F. B. – Não tive medo. Na verdade, o meu livro foge um pouco dos clichês. Ele não é um livro de mocinhas e mocinhos. É um livro mais realista, não é muito como um conto de fadas. A história pode até parecer como a de tantas outras, mas quem lê, diz que é bem diferente. Desperta diversos sentimentos por ser mais próxima do mundo real.


4.      D. L. – Por mais que tentemos, nós, escritores, jamais conseguimos deixar de deixar um pouco de nós na história, seja nos jeitos de um dos personagens ou na própria trama. Alguma vez, porém, você se obrigou a não ser tão pessoal com as aventuras ou desventuras de seus personagens?

F. B. – Sim. Para construir os personagens, me baseei em pessoas próximas ou até mesmo em mim. Mas isso, apenas na construção dos personagens. Depois do primeiro capítulo, cada um seguiu a sua própria história e sua própria personalidade. Até me surpreendi com isso quando estava escrevendo. Parece que deixamos de ser “o criador” e passamos apenas a contar o que aqueles personagens querem dizer ou fazer.

5.      D. L. – se pudesse voltar no tempo, mudaria algo na sua história ou a deixaria exatamente como está hoje?

F. B. – Deixaria exatamente como ela está. Algumas pessoas gostariam de um final diferente, mas aí deixaria de ter o propósito – pés no chão – e viraria um conto de fada. E não é isso que eu queria passar para os leitores. Sempre li muitos livros que mostram uma vida perfeita, tudo se resolve fácil e não é bem assim que as coisas acontecem. Ficava pensando nas pessoas que sofrem de amor – e não são poucas – e pensava: preciso escrever um livro para elas.
  
6.      D. L. – Seu livro foi lançado por uma das editoras que mais publica no momento. Quais foram as suas maiores dificuldades até chegar à Novo Século?

F. B. – A espera. Esperar por uma resposta, depois de ter o livro pronto é a coisa mais angustiante do mundo.  Já estava pronta para ouvir “não” de algumas e sabia que isso iria acontecer. Sempre leio diversos autores contando como não é fácil o caminho da publicação. Mas acredito que se a gente fizer um bom trabalho, conseguimos alcançar o nosso objetivo.

7.      D. L. – Você faz parte de um grupo literário que reúne outras ótimas escritoras. Como concilia isso, e como é a sua relação com elas?

F. B. – É MARAVILHOSA!! Sou muito feliz com esse grupo. Sabe quando você encontra pessoas que possuem uma afinidade enorme com você?! Foi isso que aconteceu. São todas queridas, cheias de sonhos, apaixonadas pela literatura e doidas para espalhar por todos os cantos do Brasil a paixão pelos livros. Sinto um prazer enorme quando estou com elas, nossas reuniões duram mais de 4, 5 horas, de tanto que conversamos. Além de companheiras literárias, são minhas grandes AMIGAS.
  
8.      D. l. -Dizem que há sempre um pouco de loucura no amor, mas que há sempre um pouco de razão na loucura. Você concorda?

F. B. – Com certeza. Quando a pessoa está apaixonada, ela sempre com os pés nas nuvens. A paixão faz as pessoas flutuarem e fogem um pouco da realidade. Mas isso não é ruim. Se acontecer na medida certa é gostoso. 

9.      D. L. – O que mudou na sua vida após a publicação de “Louca por Você?

F. B. – Conheci pessoas incríveis. Fiz amizades com blogueiras, escritoras, leitores... E, o principal, realizei o meu sonho de visitar escolas e divulgar o prazer de ler para diversos alunos.


10.  D. L.- Defina seu livro numa frase

F. B. – Que difícil! O Louca Por Você é um livro para todos aqueles que já tiveram um verdadeiro e grande amor.


 Sendo assim, pessoal, o Dia de Leitor agradece a visita, e, mais ainda, agradece a autora pela paciência e motivação.
Um dia de leitura à todos =D J J

 Entrevista feita por: Kaio Rodrigues

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Entrevista - Renata Martins

Pessoal, há muito estou devendo a entrevista com a querida Renata Martins, autora de "Adolescente, Alguém te entende" (Veja a resenha aqui). Hoje, com muito prazer, posso postá-la aqui.
Obrigado a quem esperou, e quem não esperou, espero que gostem também.



1.                  D. L. - Como surgiu a Renata escritora?
R. M. - Acredito que a Renata escritora sempre tenha existido dentro de mim, já que sempre gostei muito de escrever.  Era tudo meio que de brincadeira, como um desabafo, ou sem maiores pretensões. No entanto a fim de ter uma profissão para conciliar com o papel de mãe, comecei a escrever.  E então, algo antes adormecido, já que fazia tempo que não escrevia, reascendeu como chama ardente em meu peito, e quando me vi já estava lançando meu primeiro livro.
 2.     D. L. -  Quais foram algumas das dificuldades que teve pelo caminho? Em quem confiou nesse momento tão difícil?
 R. M. - Em todos os momentos da minha vida, sempre confio em Deus. E em todas as dificuldades que tive em meio à caminhada, por mais que doessem um pouco, não me impediram de buscar sempre a minha vitória. E hoje realmente vejo que valeu a pena.  Nada na vida que é conquistado sem esforço tem o mesmo sabor, do que quando você luta e vence, o sabor da vitória é realmente maravilhoso.
 3.       D. L. - Quais sãos as dificuldades de ser uma escritora independente? Preferiria ter uma editora?
R. M. - Bom, não posso dizer que tive muitas dificuldades, no entanto nem todas as portas são abertas para autores independentes. Existem os dois lados da moeda. Não vejo problemas em ser um autor independente, mas quando não se é conhecido, uma editora abre realmente muitas  portas principalmente na hora da venda. Hoje já estou praticamente em uma Editora, em breve poderei contar essa novidade.
 4.   D. L. -    Na hora das críticas, prefere as verdadeiras que te dão mais experiência, ou as falsas que te fazem feliz?
 R. M. - Ah, com certeza prefiro a verdade.  Ainda mais que estou aprendendo,  e tenho certeza que críticas construtivas irão apenas acrescentar em meu trabalho.
 5.       D. L. - Qual seu livro preferido e por quê?
R. M. - Meu livro preferido é a Bíblia. Mas também gosto muito dos livros do Augusto Cury, e da escritora que sou fã, admiro muito mesmo, que é a Lycia Barros.
 6.      D. L. - Quando recebeu “Nãos” de editoras, pensou em desistir?
R. M. - Na verdade, qualquer “Não” que recebemos na vida dói um pouco. Confesso que em alguns momentos  achei que jamais conseguiria publicar o meu livro. Mas dentro de mim existia uma certeza, de que por mais difícil que fosse, por mais que demorasse, eu iria conseguir. Portanto, em desistir jamais pensei. 
 7.      D. L. - Quais são os trechos dos seus livros que mais te empolgam e por quê? Coloque-os aqui.
R. M. - “E quando passar pela sua cabeça que ninguém lhe entende, que ninguém sabe o que está sentindo ou passando, que ninguém nunca sofreu como está sofrendo, lembre-se sempre:  ALGUÉM TE ENTENDE.”
Gosto muito dessa parte, pois muitas vezes, quando em meio a uma situação difícil achamos sempre que estamos sós, que ninguém nunca sentiu o que sentimos, sofreu, pensou. Mas mostro que existe alguém que entende tudo por que passamos, e nunca nos deixará.
" (...) Antes de toda vitória são necessárias algumas lutas, algumas batalhas; caso contrário, não valorizamos o bem que recebemos. Precisamos ter coragem de enfrentar os gigantes que aparecem em nossas vidas e derrotá-los. Com fé e confiança, como fez Davi, derrubamos qualquer Golias em nossas vidas. Mas é necessário fazer a nossa parte - estudar, aperfeiçoar os dons e talentos que Deus nos deu. É necessário ter dedicação, comprometimento, humildade, sabedoria e, na maioria das vezes, coragem, muita coragem.
Quando entregamos as nossas vidas nas mãos do Senhor, Ele nos honra (...) "
  8.       D. L. - O reconhecimento de escritores nacionais ainda não é muito grande. Espera ter muitos fãs, como escritores internacionais (e aqui posso citar J. K. Rowling e Rick Riordan, que escrevem para adolescentes)?
R. M. - Bom,  se eu conseguir transmitir a minha verdade, os meus sentimentos, e mudar um pouquinho que seja a vida de alguém, meu desejo terá sido realizado. Não preciso de fama, mas se o meu trabalho for reconhecido, vão valer à pena todos os esforços até aqui.
 E aqui ficam os sinceros agradecimentos à Renata Martins, por ter concedido esta entrevista maravilhosa.

O Dia de Leitor não se esquecerá disso. :) =D

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