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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Resenha 90 anos antes – Marcia Abreu.


Confesso que fiquei com um pé atrás ao ler um pouco sobre o livro. Não me culpem, afinal, existe um numero demasiado de livros sobre vampiros, e, muitos deles, são completamente Clichês.
Mas, assim como disse na resenha de Adeus à Humanidade, o livro supera qualquer expectativa que possamos ter, não se aproximando em nada da coisa do “Vampiro adolescente e brilhante”.
Eis a sinopse do livro, postada no Skoob:
Em 90 Anos Antes, primeiro livro da Série Renascer, David Andrews conta toda sua vida, desde a sua transformação de um simples mortal para um vampiro, até os dias atuais, dias estes marcados pelo reencontro com Elise. David se apaixona por Elizabeth Evans, uma vampira, que encontrou na floresta. Apaixonados, iriam se casar, mas em 1901, quando um vingativo e inesperado desafeto de Elizabeth a reencontra, astuciosamente consegue atraí-la para a mesma floresta, matando-a, e queimando seu corpo. 90 anos de completa agonia se passaram na vida do imortal David Andrews. Vivendo em um total desinteresse por tudo e por todos, e se sentindo como um verdadeiro vampiro. Nem completamente vivo... E completamente morto! Até que, uma noite, por ironia do destino que lhe prega uma peça, coloca novamente Elizabeth em sua “vida”, reencarnada na pele de outra mulher, Elise. Leia mais: http://www.marciaabreu.com/
Bom, vamos à resenha:
O livro consiste nas lembranças do que vem ocorrido há 90 anos na vida de David Andrews, que as conta à Srtª Andrews.
Quando, após um acidente, David Andrews está às beiras da morte, é transformado em vampiro por Adam, um vampiro que, diferente da maioria deles, não caça humanos, vivendo do sangue de animais.
Vivendo anos com um vazio no peito, David se liberta ao encontrar “A garota da floresta”, Elizabeth Evans, uma vampira recém transformada, que sofre por sentir-se um monstro.  Os dois se apaixonam perdidamente, e planejam se casar, fato que é impedido em suas vésperas por antigos desafetos de Elizabeth, entre eles o sanguinário vampiro Oliver.
Com a morte de Elizabeth, David volta a viver sozinho, mesmo rodeado de pessoas. E, como o mesmo diz, passa a ser uma duna, arrastada pelo deserto da solidão. Isso até o destino colocá-lo frente a frente com Elise, uma jovem humana que parecia a reencarnação da própria Elizabeth. Talvez realmente fosse.
Ansiosa para tê-la, David se apressa um pouco, e assusta Elise, fato que ela conta no último capítulo do livro, narrado por ela.
90 anos antes é um livro claro, sem coisas desnecessárias ou fatos que não acrescentem em nada. A linguagem, jovem e coloquial, é muito bem usada para descrever os diversos momentos do livro.
A mistura de sentimentos também é muito marcada no livro, afinal, o personagem principal passa por tantos altos e baixos (coitado) que é quase impossível não ter pena dele. Por falar nisso, diversas vezes xinguei em meu íntimo a autora, por expor tanto ele.
E ainda somos apresentados a muitos mistérios: Quem é a Srtª Andrews que aparece logo na primeira página, e que precisa tomar uma decisão? Qual é o segredo do Livro Vermelho que Elizabeth esconde antes de sua morte (a autora já me adiantou que só saberemos isso no último livro)? E, o maior mistério de todos: Elizabeth realmente reencarnou em Elise, ou tudo não passou de uma defesa da mente de David?
Portanto, se você espera um livro parado, calmo e até mesmo repetitivo, você NÃO deve ler 90 Anos antes. Agora, se você espera um livro emocionante, repleto de sentimentos, com linguagem jovem e coloquial...
 Marcia Abreu pode mostrá-lo a isso a cada página.

Resenha: Kaio Rodrigues

Assista ao Book Trailer:

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dragões de Éter caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

Post um pouco mais aprofundado desta história que me marcou tanto, e mudou meu estilo de escrita, dando início a uma "Era Nova" em minha vida, assim como a chegada do gnomo Rumpelstichen foi para Arzallum.

Pois, sou obrigado a repetir, 'Se os nossos sonhos são forjados no éter hoje... nós iremos tocar a quintessencia".

Nova Ether é uma terra feita de magia e encantos, criada pela inspiração de deuses e alimentada pelos sonhos e desejos de um sem-número de semideuses. E para manter a ordem, a paz e promover o bem que estes semideuses tanto prezam existem seres especiais, avatares na forma de poderosas fadas-amazonas cujos objetivos eram testar os mortais e presenteá-los caso se mostrassem valorosos. Mas diante de várias falhas dos humanos com que uma fada se deparou um sentimento sombrio se apoderou de seu coração e ela perdeu seus dons puros, tornando-se a primeira fada caída e a precursora de uma das mais cruéis eras que aquele mundo já havia visto. Nos anos seguintes a queda da primeira fada, outras seguiram seu ruidoso caminho, levando junto de si humanas que uma vez tocadas pelas trevas passaram a ser conhecidas como bruxas.

O enredo de Caçadores de Bruxas tem início alguns anos após a grande caça as bruxas realizadas pelo, até então camponês, Rei Primo Branford que com o seu suor, sangue, aço e esforço somado ao de outros tantos, conseguiu destruir a maior parte daquelas encarnações do mal e de suas seguidoras humanas corrompidas. Logo nas primeiras páginas somos apresentados aos personagens que nos acompanharão durante todo o desenvolvimento da narrativa e as suas tragédias particulares assim como a um panorama geral sobre o povo e alguns costumes de Arzallum e Nova Ether.


Os irmãos João e Maria Hanson assim como a pequena Ariane Narin eram crianças que tinham tudo para terem uma vida feliz e tranqüila caminhando e brincando pelas ruas de Adreanne, a capital da grande nação de Arzallum. Porém os três tiveram em suas breves vidas traumas que os marcaram para sempre; cada um deles fora vítima de bruxas malignas ou passaram por acontecimentos terríveis. E como fora com essas crianças havia sido antes com dezenas, centenas e talvez milhares de outras pessoas antes do levante do Rei Primo.

Além destes completam o núcleo de personagens importantes de maneira direta para a trama: o segundo príncipe de Arzallum, Axel Terra Branford; sua mãe, a rainha fada Terra Branford; o exótico professor Sabino Von Fígaro e a misteriosa Madame Viotti além dos antagonistas, mas prefiro deixar estes para a curiosidade e descoberta durante a leitura.  Sendo narrado em capítulos que se revezam entre as visões dos protagonistas e cujos tamanhos variam o livro é de leitura fácil e viciante, em alguns pontos, cômico, em outros, profundo e romântico.

E um detalhe interessante quanto à narrativa é a presença de um narrador peculiar que temos ao longo das páginas. Quase como um personagem a parte, este ser que nos conta a história de forma onisciente possui uma personalidade que ajuda a casar os momentos tensos e dramáticos com os mais amenos de maneira magistral, um dos grandes pontos fortes da escrita do carioca Raphael Draccon.

 Durante todo o transcorrer do livro as cenas, diálogos e descrições mantém o mesmo ritmo de desenvolvimento, e desde a primeira página este é rápido e envolvente. O enredo fluí com naturalidade, os diferentes pontos de vista se intercalando de maneira homogênea, permitindo ao leitor ter o vislumbre de vários acontecimentos, mas sem se perder entre os mesmos. Outro ponto de destaque é a construção da personalidade dos personagens. Cada um possui seus defeitos e medos assim como virtudes e motivações o que os torna tão apaixonantes em vários os sentidos.

 O universo criado ou, parafraseando o autor, redescoberto por Raphael Draccon é ricamente singular, mesmo sendo formado por vários elementos clássicos da fantasia e dos contos de fadas. Valendo-se tanto da temática sombria originalmente moldada pelos Irmãos Grimm assim como dos contos populares com seus finais felizes e príncipes galantes, Draccon deu forma a uma nova visão ao que já existia e o trouxe para mais próximo ainda do leitor, sendo cada página lida muitas vezes uma experiência que envolve diversos sentimentos diferentes. Temos lá desde o lobo mau, que realmente é um lobo, até os três porquinhos, modificados para serem orcos, criaturas semelhantes a orcs mas com aparências de porcos.

E além da influência da fantasia também temos vários ícones pops aparecendo volta e meia tanto de maneira velada, como nos trejeitos das crianças e adolescentes com suas gírias, quanto em homenagens como as estrelas Cobain, Blake e Prince. E este é um fator que torna Caçadores de Bruxas, e todos os livros da série, mais próximos dos leitores, pois não há aquele distanciamento muitas vezes provocado pelo vocabulário usado pelos autores em seus livros medievais. Nova Etherpode ser definida como um mundo épico trazido as luzes de nossa era contemporânea, mas sem perder a elegância e magia do fantástico.

Não posso esquecer-me de dizer que o desenvolvimento da história assim como  maneira que esta se encaminha para o desfecho é fenomenal. Mesmo este sendo um volume inicial de uma trilogia há um encerramento que uni muitas pontas soltas que haviam surgido no transcorrer da leitura, mas também deixa outras tantas perguntas para o próximo volume e o seguinte. Curiosidades e questionamentos que fazem com que você não veja a hora de por as mãos em Corações de Neve e devorar também cada página.

E devo salientar que a parte de revisão, diagramação e estética  desta série é um primoroso trabalho daEditora LeYa. As capas são mais firmes do que a maioria dos livros, assim como orelhas e contracapa além de terem ilustrações belíssimas. A fonte usada nos livros é de um tamanho excelente para a leitura, o que deu um pouco de volume ao livro, porém nada que atrapalhe, pois um dos únicos pontos negativos que tenho que frisar é que acabou muito depressa a história (rs).

Enfim, Caçadores de Bruxas é o primeiro volume de Dragões de Éter, uma série épica que resgata a pureza dos contos de fadas e os transforma. Que encanta, emociona e fascina a cada palavra, a cada linha... e ao final você também será mais um dos semi-deuses que com seus sonhos irá manter Nova Ether viva e pulsante.

“Se os sonhos são forjados no éter hoje... nós iremos tocar na quinta-essência”


Título Nacional: Caçadores de Bruxas - Dragões de Éter #1 
Autor: Raphael Draccon
Ano de Publicação: 2010 (2ª Edição, sendo a primeira pela Editora Planeta)
Número de Páginas440 páginas
Editora: Editora LeYa
Onde Comprar: Submarino (Primeiro Volume) (Box Trilogia) - Saraiva (Primeiro Volume)
Sinopse: Com diversas referências contemporâneas, que vão de séries como Final Fantasy a contos de fadas sombrios, passando por bandas de rock como Limp Bizkit e Nirvana, o autor constrói, com extrema habilidade, uma narrativa em que romances, guerras, intrigas, fantasias e sonhos juvenis se entrelaçam para construir o final poético desse fantástico quebra-cabeça. Essa obra, que é a estréia do roteirista Raphael Draccon na literatura, combina fantasia, história antiga e aventura na medida certa, de uma maneira revolucionária em relação aos demais livros do gênero.
Fonte: Guria que lê
Por: Kaio Rodrigues

terça-feira, 12 de junho de 2012

Os melhores livros de ficção de todos os tempos

Pessoal, atrapalho a continuação do conto o "Negociante de almas" para isso:


Recentemente foi lançada uma lista como resultado da votação do público em 100 melhores livros de ficção de todos os tempos. Concordo que muitos deveriam sim estar ali, mas muitos mereciam outras colocações, não por serem ruins, mas por terem melhores.
A lista completa você confere no link do  Top 100.
Vamos agora falar de alguns:
1] Concordo com a primeira colocação de O Senhor dos Anéis; é merecido. 

2] Já com a segunda colocação para O Guia do Mochileiro das Galáxias, não concordo. Reconheço a preferência entre os leitores por este livro, o primeiro de uma série de 5; considero-o até engraçado, quando foca naquilo que merece realmente ser ironizado; tenho uma de suas passagens como uma das minhas favoritas e Marvin, o robô depressivo, como um dos meus personagens prediletos; entretanto, acho que existem outras obras que mereceriam mais esta classificação. 

3] Considerando o que escrevi no item anterior, na minha opinião e gosto pessoal, A Trilogia Fundação deveria ser #3 ao invés de #8, e Eu, Robô #2 ao invés de #16. Ambas obras de um dos meus autores preferidos, o grande Isaac Asimov

4] Falando em Isaac Asimov, sinto falta nesta lista de O Fim da Eternidade, o melhor livro que li até hoje sobre viagens no Tempo

5] Pelo menos Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley (#9) 1984 de George Orwell (#6) e Duna de Frank Herbert (#4) estão entre os 10 melhores. Especificamente falando sobre o famoso livro de Frank Herbert, conheço a história mas ainda não o li, o que pretendo fazer em breve. Espero que, ao fazê-lo, minha opinião não mude muito. 


Senti falta aqui de Harry Potter (e não poderia deixar de fazê-lo), de Crônicas de Gelo e Fogo, série escrita por George R. R. Martin e de alguns brasileiros, que citaria Dragões de Éter, de Raphael Draccon (Veja o Link) e de "As Crônicas de Nárnia", do já falecido Mestre Lewis
Por: Kaio Rodrigues.
P.S.: Continuação dos atos de "O negociador de Almas" no próximo post.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Bom, como primeira resenha deste blog, não posso deixar de falar de um livro que me marcou e, acho, deve ter marcado você ou alguém bem próximo. Vamos lá então.



“Harry Potter e a Pedra filosofal”, escrito pela autora britânica Joane K. Rowling, é tudo o que se pode esperar de um livro que tenha magia, questões medievais (é claro que em pleno final de século XX) e, é claro, sem deixar de levar em conta questões que envolvem a infância e o fim dela.
O livro começa com um ainda bebê Harry sendo levado para morar com seus tios, os parentes mais próximos dele após a perda de seus pais. Os Dursleys se mostram para Harry o que menos um menino pode esperar de família, mesmo assim Harry cresce com um caráter imenso, herdado de seus pais, e, é claro, uma certa inclinação à praticar atos estranhos, que uma criança normal jamais faria
Tiago e Lilian Potter, pais de Harry, eram bruxos, e quando o menino completa onze anos ele é convidado, como de praxe, para estudar na famosa entre bruxos Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde a trama se desenvolve em sua maioria.
No decorrer do livro, Harry faz bons e importantes amigos, e claro, alguns inimigos, mas é com a ajuda dos primeiros que ele desvenda os mistérios por trás de um nome desconhecido, e de um objeto que deveria ter sido roubado se não fosse por intervenção do grande mestre Alvo Dumbledore.
No fim, Harry enfrenta mais uma vez seu pior inimigo, que deveria ter morrido a exatos onze anos, e impede, ou apenas atrasa, a volta do homem mais temido do mundo dos bruxos.
A trama de J. K. Rowling não permite em um único momento que o leitor perca a vontade de ler, ou mesmo que ele, por um minuto sequer, chegue a desejar que o livro termine logo.
Kaio Rodrigues.

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