quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os Dragões de Elventir -

Beloriel é um conto que escrevi para participar de um concurso literário. O mundo fantástico  onde se passa o conto chama-se Elventir, e é o mesmo de meu próximo livro, As Crônicas d'O Herdeiro. Está dividido em quatro partes. Vou postar a primeira. espero que gostem.



Os Dragões de Elventir



“Não devo obediência a pessoas que nem os seus filhos são capazes de salvar” – disse o Dragão pouco antes do começo de tudo.
Hoje
Beloriel batia as asas em alta velocidade, mudando constantemente de direção para evitar as investidas do inimigo, que há pouco quase lhe arrancara a cabeça
Beloriel era um Dragão, um acidente divino, mas, mais do que isso, ele era um fora da lei.
Não, Beloriel não era um vilão, como a história o pintaria muito tempo depois. Ele era um sonhador, um ser punido por seguir ordens Divinas. Além disso, Beloriel infringira uma lei. A mais rígida lei dos Dragões. Ele carregava nas costas um Humano.
Janus era um Homem que, como Beloriel, ia contra as leis de seu povo. Era forte, Rijo, mas um amante da vida, contra o infanticídio, e, mais ainda, contra as determinações daquela época. Mas aquilo não era algo aceitável por nenhuma cultura. Não na época de guerra.
Beloriel acabara de conquistar um feito incrível. O Maior feito daquela época: ele escapara da mais rígida prisão dos Dragões – Engradados. Um lugar criado para prender seres de outras raças, mas que era também usado para prender aqueles que se opunham às leis.
Quando Beloriel, o “ímpeto”, como ficaria conhecido mais tarde, fugiu da prisão, foi logo notado, e passou a ser perseguido pelos soldados que guardavam o lugar: seres da sua própria espécie, que deveriam apoiá-lo, mas que agora tentavam matá-lo. Precisaria de apenas alguns minutos para chegar às grandes montanhas, onde ficaria escondido arquitetando um novo plano para cumprir as ordens dos Deuses. Então ele e seu fiel montador estariam livres. Mas até que chegasse lá, ele precisaria fugir. E ele o fazia, e com todas as suas forças.
Pois se a guerra gera heróis, a liberdade cria feitos maiores ainda.
- Deuses, me ajudem. – ele disse ao evitar uma labareda que teria arrancado sua calda.
Só existia uma coisa capaz de perfurar a carapaça de um Dragão: o Fogo das Cinco Pedras – O Fogo dos Dragões.
- Você consegue amigo – disse Janus montado sobre ele.
Mas naquele momento Beloriel foi cercado por oito Dragões mais velhos e mais fortes que ele, e as esperanças começaram a se extinguir.

Texto de Kaio Rodrigues

6 comentários:

Liliana disse...

Uau! muito legal texto muito bem escrito, poderia continuar, daria uma linda história. Lilian. Reis.

Dia de Leitor disse...

Obrigado Lilian.
Te aviso quando postar a segunda parte.
E o seu blog, sai ou não? apoio muito a ideia, e saiba que pode contar comigo.
Beijos
Kaio

Anônimo disse...

Ótimo texto. Esperando a continuação hein

Mariane Ferrari disse...

Muito legal!

Kezia Martins disse...

Nossa, que legal!
Ameeei. Adoro histórias com dragões *-*

Beijinhos
fulanaleitora.blogspot.com.br

Niki disse...

Finalmente consegui vir comentar.
bem, sou suspeita ao falar de dragões, os amo com uma paixão incondicional, são perfeitos, misteriosos e mágicos. Sendo assim, esse início me deixou com os olhos presos na tela.
Vc tem um ótimo estilo de escrita, é sucinto, sem enrolações, porém, não deixa o leitor no "ar", sem entender do que se trata. Apenas não se perde em pormenores para "encher linguiças" - confesso que me irritei com a narração de Eragon, terrível toda aquela enrolação, a leitura era arrastada, chata.
A linguagem usada fica entre o tradicional/medieval e o coloquial, um belo jogo de palavras, um estilo único, difícil de ser encontrado e, quando encontramos, nunca é bem escrito.
Até aqui, deixo os parabéns. Apesar de ser um trecho pequeno - sim, eu queria muito mais - , foi bem instigante e curioso.
Correndo ler o próximo!
Abraços.

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